Disciplina de história é ministrada com aulas de campo e envolve a comunidade

09/04/14
Por Ana Sílvia Magalhães

Os alunos do 2º ano do Colégio Estadual Professor Ubiratan Reis Barbosa, em Nilópolis, aprendem história a
partir de uma didática diferenciada. A iniciativa é do professor Marcelo Alves Teixeira, que, há sete anos,
ensina a disciplina promovendo atividades e práticas que desenvolvem o senso crítico dos estudantes e
geram reflexões sobre a construção da cidadania.
O projeto, intitulado ‘Violências que não dão audiência – rachaduras sociais’, busca estudar a Constituição
Federal a partir de quatro eixos
– Esperamos que os alunos sejam capazes de compreender que a cidadania é uma via de mão dupla, onde o
exercício do direito e o cumprimento dos deveres se entrelaçam, gerando ações conscientes e respeitosas
com o próximo e consigo – explica o professor.
Inicialmente, são discutidas em sala de aula a Constituição Federal, sua origem, relevância e seus objetivos.
A partir daí, a turma sai em campo com filmadoras e câmeras fotográficas para entrevistar a comunidade e
captar opiniões sobre as temáticas do projeto. No final do trabalho, os alunos produzem um vídeo com os
registros e relatos para apresentar a comunidade escolar (alunos, pais e responsáveis).
De acordo com o professor, o projeto possibilita o desenvolvimento de outras habilidades e vai além da
formação dos estudantes.
– Os alunos aprendem sobre a Constituição Federal, mas também aprendem técnicas de fotografia,
filmagem e edição de vídeo. O nosso projeto integra outros professores e envolve a comunidade.
Promovemos, ao longo do ano, palestras temáticas para os pais dos alunos sobre cidadania, saúde e bemestar
– destaca Marcelo.
Para Yasmin Dias, aluna da disciplina, a metodologia chama a atenção dos alunos e desperta o interesse da
turma para estudar o conteúdo.
– Com essa didática a aula se torna bem diferente. Ele transforma o conteúdo teórico em exemplos práticos
do nosso dia a dia. Atrai muito nossa atenção – afirmou a aluna do 2º ano.
A iniciativa rendeu ao professor menção honrosa no II Prêmio Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos,
além de palestras em escolas e universidades.
‐ A escola é o ponto de partida da transformação, é o local para discussão de ideias – finalizou o docente.
Rachaduras sociais