Conexão Professor

Há cinco anos, o professor de História, Marcelo Alves Teixeira, desenvolve o projeto ‘Violências que não dão
audiência – rachaduras sociais’, no Colégio Estadual Professor Ubiratan Reis Barbosa, em Nilópolis. Tal
dedicação rendeu ao docente uma menção honrosa no II Prêmio Juíza Patrícia Acioli de Direitos Humanos,
pelo trabalho que veio realizando ao longo dos anos na instituição.
O prêmio é uma homenagem à memória da juíza Patrícia Acioli, assassinada em 12 de agosto de 2011, que
dedicou boa parte de sua carreira como juíza ao combate do crime organizado no Rio de Janeiro e repressão
de policiais corruptos dentro das organizações de segurança pública.
A cerimônia aconteceu no último dia 8 de novembro no auditório do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
(TJRJ), localizado no Centro do Rio.
Parlamentares, juristas e artistas participaram da cerimônia, que foi apresentada pela bailarina clássica Ana
Botafogo. A solenidade contou ainda com as apresentações especiais dos jovens da Orquestra Maré do
Amanhã, Mangueira do Amanhã, Afrolata e Escola de Dança Maria Olenewa, todos programas sociais com
atividades na cidade.
O projeto homenageado veio ao encontro foi centrado em disseminar o estudo da Constituição Federal,
discutir a segurança em nosso estado e as ações sociais, oferecendo palestras aos alunos e seus
responsáveis.
– Foi uma experiência maravilhosa receber essa homenagem, e o trabalho cresce bastante com isso.
Inclusive, em 2013, foi criada uma revista eletrônica dedicada ao projeto premiado – contou o docente de
História.
A revista eletrônica vem sendo atualizada por estudantes voluntários do C.E.Professor Ubiratan Reis
Barbosa. A fim de potencializar as atividades, quatro eixos temáticos foram definidos pelo docente:
Inconstitucionalidades de um Brasil constitucional, Meio ambiente agredido e Descaso com a Saúde Pública
e a Educação.
– Botamos a mão na massa e fizemos a nossa parte nesse trabalho – conclui Marcelo Alves.
Orientados por seus professores e divididos em grupos, os jovens de Nilópolis saíram em campo munidos
com filmadoras e câmeras fotográficas, com o objetivo de realizar entrevistas com a comunidade no
entorno da unidade escolar, ouvindo e captando as opiniões variadas da população local. No final do
trabalho, os alunos puderam mapear tudo o que foi dito a respeito dos temas e assim produzirem
apresentações para toda a comunidade.
Professor de Nilópolis recebe menção honrosa por projeto social
Sucesso do trabalho rendeu revista criada por alunos do C.E. Ubiratan Reis
Barbosa

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