Opinião!

Alguns questionamentos fazem parte do mundo acadêmico: como fazer o discurso da academia chegar até a base? Como transformar toda a produção acadêmica em combustível para a mudança que o Brasil precisa? Questões como estas são um verdadeiro enigma para muitos de nossos intelectuais.

Olhar-se no espelho talvez seja um bom primeiro passo, muitos acadêmicos ainda se sentem especiais e precisam reconhecer isso, quem estiver duvidando do que estou dizendo, basta lembrar o caso daquela professora que postou uma foto em uma rede social com a seguinte legenda: aeroporto ou rodoviária?

Temos alguns intelectuais comprometidos, enfrentam com coragem os desafios propostos pelo nosso tempo, contudo o que citarei abaixo ainda é uma verdade.

Muitos intelectuais curtem a retórica; a base curte o papo reto, o bate- papo.

Muitos intelectuais curtem palavras rebuscadas; a base não rejeita as gírias.

Muitos intelectuais acreditam na dicotomia direita versus esquerda; a base diz que todos são farinha do mesmo saco, para a base todos são ambidestros.

Muitos intelectuais analisam friamente os números (tantos mortos a espera de atendimento médico); a base põe paixão ao analisar as pessoas, sente na pele o descaso.

Muitos intelectuais amam a epistemologia, idolatram a ciência; a base é apaixonada pelo senso comum.

Muitos intelectuais comentam as manifestações de rua; a base faz as manifestações de rua.

Muitos intelectuais moram no OLIMPO; a base mora nas ruas e por elas circula.

obs: a imagem que ilustra o artigo foi retirada da internet- fonte Google- 23/12/2015